Finalmente, a análise há muito aguardada… ao Apple iPad.
Como seria de esperar, o iPad tem uma qualidade de construção acima de qualquer suspeita, e não deixa de ser incrÃvel vermos na realidade como um aparelho tão fino é capaz de oferecer tudo aquilo que nos oferece: quer em desempenho, quer em autonomia.
Parece que aquele sonho de um ecrã inteligente que apenas existia nos filmes de ficção cientÃfica… finalmente se materializou!
Ora, se muitos vaticinam este iPad como um gadget destinado ao falhanço, eu faço parte daqueles que acredita que o iPad é o inÃcio de uma nova revolução. Não por ser da Apple, mas sim por – à semelhança do que aconteceu com o iPhone - tornar finalmente utilizável e prática a experiência de utilização de um Tablet, um equipamento que existe há quase uma década, mas que até agora tem sido apenas um “PC sem teclado” que podemos carregar para todo o lado mas que se revela nada prático de usar.
Pois bem… este iPad é o suprasumo da usabilidade, e para além do seu interface completamente adaptado ao toque, o que mais sobressai é… a interactividade instantânea e a resposta imediata ao mÃnimo toque.
Acho que o vÃdeo que se segue, da utilização do Google Maps no iPad é esclarecedor:
Quanto a mim, é essa rapidez a grande responsável pela “atracção” imediata que qualquer pessoa sentirá ao tocar num iPad.
Navegar na web é algo que se faz a grande velocidade, e a existência de vÃdeos YouTube (para aqueles que permanecem com a ideia errada de que, por não ter flash, não aparecem nos iPhones e iPad) não é qualquer problema, como podem ver a seguir.
Mas claro, as possibilidades não se ficam por aqui – embora quase já se pudesse justificar a sua aquisição apenas e só pela experiência de navegação na web enquanto estão confortavelmente sentados no sofá, sem um incómodo portátil equilibrado nas pernas, e a esquentar-vos o colo.
É que, temos a imensidão das Apps da App Store que o tornam numa ferramenta capaz de fazer praticamente tudo o que desejarem.
Mas claro, uma das principais aplicações para o iPad será, obviamente, a dos livros digitais (eBooks.)
Embora acredite que o conceito de “livro” se vá transformar no futuro, perante as capacidades dinâmicas que equipamentos deste tipo permitem, mesmo ler um livro “tradicional” digitalizado torna-se bastante atractivo – não só pela possibilidade de, a qualquer momento podermos ver imediatamente a definição de qualquer palavra num dicionário digital (ainda me lembro dos tempos em que corria para o dicionário a cada nova palavra descoberta num livro) mas também pela imensidão de tÃtulos que temos à disposição sem que isso nos pese “literalmente” nas costas.
Este iPad serve de concretização fÃsica do conceito de “Tablet” que há muito se esperava. Não será o único, e (espero bem que) rapidamente surjam ofertas concorrentes à altura; pois embora o dispositivo cumpra com o que se pretende, não podemos esquecer que obriga a que se fique “preso” a uma infraestrutura fechada.
(O que irá acontecer se um dia quiserem mudar para outro aparelho; que acontecerá a todos os filmes/séries/livros/conteúdos que compraram no iTunes? – É preciso que surja um sistema de controlo de “copyright” universal; que permita que alguém que compre um filme, o possa utilizar como bem entender, sem ser forçado a pagar múltiplas vezes dependendo da plataforma que utilizar.)
As possibilidades deste iPad são imensas, e todos os que o considerarem irrelevante estarão a cometer um erro semelhante ao que muitos cometeram aquando do lançamento do iPhone. Melhor dizendo, é um erro ainda maior: porque enquanto o iPhone apenas revolucionou o interface dos smartphones, o iPad associa igual revolução a um novo formato fÃsico que muitos prometem e anunciam… mas que até ao momento ninguém concretizou.
Enquanto um computador continua a assustar muita gente; que perante um “desktop” ficam sem saber o que fazer – onde clicar – onde *não* clicar – um iPad permite trazer para o seu colo muitas das funcionalidades que se querem utilizar: navegar na net, enviar emails, e até “trabalhar” criando textos e apresentações e tudo o resto que se pode e se poderá fazer com os milhares de Apps disponÃveis. As suas potencialidades nas mais diversas áreas são tremendas: desde o ensino, à música, ao entretenimento, e… muitas outras que nem conseguiremos prever até que alguém se lembre de as criar.
O iPad não é perfeito; a ausência de uma câmara que elimina por completo várias opções interessantes (como a realidade aumentada que tem tido um crescimento explosivo nos últimos tempos); a impossibilidade de fazer tethering via bluetooh para permitir o acesso móvel à internet; GPS “a sério” apenas no modelo 3G; são algumas das coisas que tinham obrigação de ter sido “corrigidas” já nesta primeira geração.








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